Ausência me antecipa,
vejo aquele dia como poesia.
Eu descrevia cada letra,
sem razões de amar você.
Nos cantos do mundo
ouvi o rumor dos seus passos.
As pegadas deixaram rastros distantes
O tempo passava
e com ele a distância.
Você,
cada vez mais perto.
O mundo que dê duas voltas
e espere.
Você é mais importante.
Por Rafael
sábado, 30 de junho de 2007
terça-feira, 26 de junho de 2007
domingo, 24 de junho de 2007
Lágrimas do Céu
Deitada na calçada imunda, em um estado de transe quase sobrenatural, Sofia permanecia imóvel a praticamente qualquer estímulo. Como um cão, um bicho, ela já não possuía nenhuma noção real do que se passava ao seu redor e sua mente conhecia, agora, somente o mais primitivo dos sentimentos: a dor. Nada além disso era notório, nada além disso era significativo... estava presa às suas próprias lágrimas e às suas próprias alucinações.
Como se sensibilizado pelo estado deplorável da menina, até mesmo o céu começou a chorar. Contudo, parecia que nem mesmo as gotas frias de dor que caíam do alto sobre ela eram capazes de tirá-la de seu torpor. Elas, lentamente, caíam pelo seu rosto e se misturavam às suas próprias lágrimas; lavavam as manchas roxas em seu braço; tiravam o seu sangue que havia na seringa.
E, por não se sabe quanto tempo, ali Sofia se manteve. Estática, pálida, inerte, ela parecia esperar pelo socorro de alguém que não aparecia. Para si mesma e para os outros, ela não passava de uma sombra, um fantasma, algo incômodo com o qual somente os ratos conseguem lidar.
Entretanto, para o alívio de Sofia e daqueles que ouviam os seus gritos, pouco a pouco, a ajuda começou a aparecer. Vinda com as lágrimas do céu, ela lavava com a aguá fria os gritos de dor, a agonia imóvel, o choro sofrido. Até mesmo as gotas gélidas que vinham do alto começaram a se tornar menos intensas. E, então, a dor, por fim, cessou.
Sofia ali mesmo se manteve. Estática, pálida, inerte.
Como se sensibilizado pelo estado deplorável da menina, até mesmo o céu começou a chorar. Contudo, parecia que nem mesmo as gotas frias de dor que caíam do alto sobre ela eram capazes de tirá-la de seu torpor. Elas, lentamente, caíam pelo seu rosto e se misturavam às suas próprias lágrimas; lavavam as manchas roxas em seu braço; tiravam o seu sangue que havia na seringa.
E, por não se sabe quanto tempo, ali Sofia se manteve. Estática, pálida, inerte, ela parecia esperar pelo socorro de alguém que não aparecia. Para si mesma e para os outros, ela não passava de uma sombra, um fantasma, algo incômodo com o qual somente os ratos conseguem lidar.
Entretanto, para o alívio de Sofia e daqueles que ouviam os seus gritos, pouco a pouco, a ajuda começou a aparecer. Vinda com as lágrimas do céu, ela lavava com a aguá fria os gritos de dor, a agonia imóvel, o choro sofrido. Até mesmo as gotas gélidas que vinham do alto começaram a se tornar menos intensas. E, então, a dor, por fim, cessou.
Sofia ali mesmo se manteve. Estática, pálida, inerte.
terça-feira, 19 de junho de 2007
O 4º
... Depois é sua mãozinha
Que abraça-me num simples tocar
Aquece, Protege
Para depois abandonar...
Eram apenas gestos
e meias palavras ...
Por Amélia
Que abraça-me num simples tocar
Aquece, Protege
Para depois abandonar...
Eram apenas gestos
e meias palavras ...
Por Amélia
sábado, 16 de junho de 2007
Historias de uma vida sem fim
O João,
Mas porque mares tão distantes?
Além da sua própria capacidade de amar.
Caí nessa vida amigo,
viagem sem volta.
Leva contigo sua amada,
cante os versos ainda nem escritos.
Amigo,
porque tão longe?
Vida sofrida,
não vejo saída.
Ainda que me reste poesia,
meus sonhos acabaram.
Vira essa página,
tente de novo,
novos versos, nova vida.
Nada me resta,
nem mesmo o tempo.
Me molho na chuva,
são lágrimas perdidas.
Não conte este conto amigo,
não há nada perdido.
Perdido não há,
o que meu nunca foi.
Desculpe as palavras,
culpe meus traços.
É agora a minha despedida,
apago hoje meu último sonho,
você amigo.
Por Rafael
Mas porque mares tão distantes?
Além da sua própria capacidade de amar.
Caí nessa vida amigo,
viagem sem volta.
Leva contigo sua amada,
cante os versos ainda nem escritos.
Amigo,
porque tão longe?
Vida sofrida,
não vejo saída.
Ainda que me reste poesia,
meus sonhos acabaram.
Vira essa página,
tente de novo,
novos versos, nova vida.
Nada me resta,
nem mesmo o tempo.
Me molho na chuva,
são lágrimas perdidas.
Não conte este conto amigo,
não há nada perdido.
Perdido não há,
o que meu nunca foi.
Desculpe as palavras,
culpe meus traços.
É agora a minha despedida,
apago hoje meu último sonho,
você amigo.
Por Rafael
terça-feira, 12 de junho de 2007
Saudade
"Hoje, dia dos namorados, um dia inspirador... mas não me inspirou... Então deixo vocês com meu mestre, uma delicia chamada Mario Quintana. Feliz dia dos Namorados para todos!"
Na solidão na penumbra do amanhecer.
Via você na noite, nas estrelas, nos planetas,
nos mares, no brilho do sol e no anoitecer.
Via você no ontem , no hoje, no amanhã...
Mas não via você no momento.
Que saudade...
Na solidão na penumbra do amanhecer.
Via você na noite, nas estrelas, nos planetas,
nos mares, no brilho do sol e no anoitecer.
Via você no ontem , no hoje, no amanhã...
Mas não via você no momento.
Que saudade...
domingo, 10 de junho de 2007
Quando
Derek fala:
"Bom, esse é um texto bem antigo meu, com mais de 1 ano, mas com o qual eu ainda me identifico bastante. Não é, nem de perto, algo parecido com as outras coisas que eu já postei aqui no blog, o que se deve, principalmente, fato de que ele foi escrito em um período bem diferente do que o que eu estou vivendo agora. Contudo, ainda é uma parte de mim, como toda a minha vida sempre vai ser.
Espero que gostem!"
Quando
Quando perco o poder de viver
é para os sonhos que me volto
Quando perco o poder de mudar
é na vontade que me sustento
Quando perco o poder de sentir
é do desejo que me valho
Quando deixo de ser
é em todos q me torno
Quando deixo de ter
é o tudo que ganho
Quando quero fingir ser feliz
é para o meu mundo que fujo.
Por Derek
"Bom, esse é um texto bem antigo meu, com mais de 1 ano, mas com o qual eu ainda me identifico bastante. Não é, nem de perto, algo parecido com as outras coisas que eu já postei aqui no blog, o que se deve, principalmente, fato de que ele foi escrito em um período bem diferente do que o que eu estou vivendo agora. Contudo, ainda é uma parte de mim, como toda a minha vida sempre vai ser.
Espero que gostem!"
Quando
Quando perco o poder de viver
é para os sonhos que me volto
Quando perco o poder de mudar
é na vontade que me sustento
Quando perco o poder de sentir
é do desejo que me valho
Quando deixo de ser
é em todos q me torno
Quando deixo de ter
é o tudo que ganho
Quando quero fingir ser feliz
é para o meu mundo que fujo.
Por Derek
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