sábado, 27 de outubro de 2007

O manifesto

De tristes alegrias solitárias:

São dias e palavras,
em silêncio.
Sorrisos, lágrimas e a chuva,
tristes.
O manifesto das alegrias solitárias.
Da memória, as paixões,
do futuro, páginas em branco.
São dias e palavras,
ainda mais silenciosos.
Sorrisos, lágrimas e a chuva,
manifestos das tristes alegrias solitárias.

Por Rafael

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Balada do Enterrado Vivo

É simplesmente fúnebre, bizarro, genial. Só podia ser do poeta.

Por Amélia


Na mais medonha das trevas
Acabei de despertar
Soterrado sob um túmulo.
De nada chego a lembrar
Sinto meu corpo pesar
Como se fosse de chumbo.
Não posso me levantar
Debalde tentei clamar
Aos habitantes do mundo.
Tenho um minuto de vida
Em breve estará perdida
Quando eu quiser respirar.

Meu caixão me prende os braços.
Enorme, a tampa fechada
Roça-me quase a cabeça.
Se ao menos a escuridão
Não estivesse tão espessa!
Se eu conseguisse fincar
Os joelhos nessa tampa
E os sete palmos de terra
Do fundo à campa rasgar!
Se um som eu chegasse a ouvir
No oco deste caixão
Que não fosse esse soturno
Bater do meu coração!

Se eu conseguisse esticar
Os braços num repelão
Inda rasgassem-me a carne
Os ossos que restarão!
Se eu pudesse me virar
As omoplatas romper
Na fúria de uma evasão
Ou se eu pudesse sorrir
Ou de ódio me estrangular
E de outra morte morrer!

Mas só me resta esperar
Suster a respiração
Sentindo o sangue subir-me
Como a lava de um vulcão
Enquanto a terra me esmaga
O caixão me oprime os membros
A gravata me asfixia
E um lenço me cerra os dentes!
Não há como me mover
E este lenço desatar
Não há como desmanchar
O laço que os pés me prende!

Bate, bate, mão aflita
No fundo deste caixão
Marca a angústia dos segundos
Que sem ar se extinguirão!

Lutai, pés espavoridos
Presos num nó de cordão
Que acima, os homens passando
Não ouvem vossa aflição!
Raspa, cara enlouquecida
Contra a lenha da prisão
Pesando sobre teus olhos
Há sete palmos de chão!

Corre mente desvairada
Sem consolo e sem perdão
Que nem a prece te ocorre
À louca imaginação!
Busca o ar que se te finda
Na caverna do pulmão
O pouco que tens ainda
Te há de erguer na convulsão
Que romperá teu sepulcro
E os sete palmos de chão:
Não te restassem por cima
Setecentos de amplidão!

Por Vinicius de Moraes

sábado, 13 de outubro de 2007

No caminho dos sonhos

Escadas em silêncio,
uma folha de papel em branco
e um sonho diferente.
Viagem de olhos fechados,
mais um passo
e de volta ao meu mundo.
Paraíso
de paisagens e caminhos.
Velhos amigos.

Por Rafael

terça-feira, 9 de outubro de 2007

O 14º

Nos seus olhos vi o colorir dos dias
Manhãs quentes de abraços,
Frias de madrugadas
E de suspiros,
melancolias.

Por Amélia

sábado, 29 de setembro de 2007

S.O.B.R.A.

Ilusão pensar que a vida é só poesia.
Existem momentos tristes,
os momentos difíceis,
existem até dias
em que você só pensa em sumir.
Ilusão é pensar que estamos sozinhos nesse mundo,
são tantas ilusões
que eu não sei o que seria deste ano sem vocês.
Amélia, Marilu e Derek,
esse texto não tem forma, sabe porque?
Porque esse ano vocês me mostraram
que para a mais pura amizade não existem formas,
perguntem a mesas e cadeiras, quantos recreios
e quantas pós aulas no Bobs foram recheados de risos e alegria.
Como diria o poeta:
"sobra simpatia, sobra beleza, sobra inteligência, sobra cultura.... E sobra inutilidade.."
Grandes momentos,
e não tem como não parar com as "formas fordistas"
pra falar de vocês!
Carinho, dedicação, atenção
e muito, muito amor..
Afinal somos todos
Foooodas, \o/
SOBRAS!

Dedicado a três pessoas muito mais que especiais..

Por Rafael

sábado, 22 de setembro de 2007

Escolhas
















Caminhos,
de liberdade, de tempestades.
Caminhos errados aos lugares certos,
todos falam dos caminhos.
Eu ainda procuro os meus.

Por Rafael

terça-feira, 18 de setembro de 2007

O 13º

"Porque nada se cria, tudo se transforma..."

Por Lavoisier


Para muitos é namorado
Para mim é irmão
é amigo
é amante
é perfeição.

Já faz parte de mim
Já é meu coração.
O que antes era tão simples
Se tornou constelação!

E nesse meu mundo
Ele me encontrou.
Em meio as minhas florzinhas
de papel crepom...

Você, bombom.

Por Amélia